Equipa internacional liderada por investigadora da Universidade de Coimbra.


Os testes passaram pela preparação de dez compostos diferentes derivados da cisplatina - base de muitas das actuais drogas anti-cancerígenas em uso clínico desde os anos 70 do século XX - cada um sujeito a um processo “moroso” de síntese, caracterização e avaliação da sua actividade do ponto de vista biológico e médico.
A pesquisa levou à obtenção de um agente terapêutico de paládio, em vez da platina, testado em diversos tipos de cancro, como a leucemia, útero, mama ou língua, que “mostrou ser altamente eficaz ao causar a morte de células doentes, afectando menos células saudáveis”.
No âmbito da pesquisa estão a decorrer experiências no Roswell Park Cancer Institute, nos Estados Unidos da América, que visam testar “dentro de alguns meses” a actividade anti-cancerígena do novo composto em animais, para determinar a relação entre a dose utilizada e a resposta ao tratamento.
A fase seguinte poderá passar, então, pelo desenvolvimento de um novo fármaco que possa entrar em testes clínicos, embora Maria Paula Marques alerte para a necessidade de “mais pesquisa” e “muitos anos de investigação científica” antes da utilização clínica. “Nos últimos dez anos têm sido estudados milhares de novos agentes contendo platina e paládio e só um chegou, por enquanto, à fase de testes clínicos”, revelou.
Fonte: CiênciaHoje